Your address will show here +12 34 56 78
Em tempos desafiadores como este que estamos vivendo, a necessidade da descoberta de novos caminhos para os negócios se torna evidente. O que antes era um desejo de inovação para ser mais competitivo, agora tornou-se uma questão de sobrevivência. Neste sentido,
este artigo indica a ideia do desenvolvimento de planos de negócios pelo viés do design. E para descrever sobre esta contribuição 
do designer no universo dos negócios apresenta-se algumas questões do cenário empreendedor em relação ao planejamento.

Como Empreendedores têm planejado ?

Faz parte da cultura empreendedora brasileira, abrir empresas sem nenhum tipo de formalização, e, à medida que o negócio vai prosperando, aí sim, busca-se a formalização. Mas, essa formalização que, geralmente é a abertura da empresa, não garante segurança na continuidade do negócio. A palavra-chave para essa segurança é planejamento, e este, constantemente é deixado de lado.

Existem vários tipos de planejamento, geralmente empreendedores começam com o planejamento operacional que é o mais óbvio e visível. É ele que vai fazer o negócio se tornar uma empresa. Num primeiro momento pode dar certo, mas a médio e longo prazos, gestores serão pegos de surpresa com situações do cenário mercadológico, com as políticas fiscais, com o câmbio, com a legislação e com sua própria condição de continuar fazendo a gestão de modo heroico e solitário. Outro planejamento bastante comum é o planejamento financeiro mensal, o que na verdade não é um planejamento, é apenas uma planilha que vai mostrar o orçamento do período de 30 dias, ou seja, quando chega um aumento de impostos ou a necessidade de um novo investimento, aquela planilha se torna desatualizada.

Nosso intuito aqui é alertar para a necessidade de se fazer um plano de negócios completo que vai orientar as tomadas de decisões e idealizar de modo dinâmico a trajetória que a empresa vai seguir num período de 2 anos. Só com esse plano a empresa pode se tornar sustentável em todos os aspectos. Após 2 anos, outro plano deve ser criado para que a empresa se adeque ao novo contexto.

Quais as principais informações que deve conter um plano de negócios?

Para responder a essa questão elaboramos uma figura que mostra as tomadas de decisões nos âmbitos: estratégico, tático e operacional. Esta figura elenca a maioria das decisões e ações a serem assumidas, mas em cada plano, dependendo da realidade da empresa, ajustes precisam ser feitos.


Como fazer Um Plano de Negócios ?

Se você e sua equipe buscarem um roteiro e desenvolverem esse roteiro, poderão ter um plano de negócios razoável, mas sugere-se que contratem uma consultoria especializada . Assim o plano de negócios com a experiência do consultor poderá levar a melhores resultados. Existem inúmeros livros e sites apresentando o roteiro do plano de negócios, mas a experiência dos gestores e profissionais qualificados é fundamental.

Por Quê um Designer pode ser o líder da equipe de Desenvolvimento de um Plano de Negócios?

Antigamente, a função do designer era criar produtos esteticamente belos, mas isso mudou . O designer agora é visto como o profissional que tem um olhar estratégico sobre os problemas. Essa prática do design chama-se design estratégico e o processo utilizado pelo designer chama-se design thinking. Por isso, na Fronte Sul utilizamos um modelo exclusivo de design thinking para desenvolver planos de negócios. Os resultados costumam ser mais inovadores e o processo é mais leve, cocriativo e colaborativo.
O modelo que utilizamos na Fronte Sul é o MOPDET (Modelo de Processo de Design Thinking). As premissas para o desenvolvimento deste plano envolve a escolha do time. Neste time sugere-se a participação de : um gestor, um consultor, um profissional especializado no quesito técnico mais relevante para a empresa, um designer e um profissional da área financeira.

Como Aplicar o Modelo MOPDET ?

O modelo MOPDET tem fases similares aos modelos de design thinking propostos por outros autores, a diferença é que este modelo foi criado com um embasamento teórico aprofundado a partir do pensamento de 11 pesquisadores desde os anos 1960. Isso garante o atendimento dos objetivos propostos desde o início do processo e garante melhores resultados.

Os conteúdos de cada fase são:

Fase 1 – Origem e Destino – Determina-se as principais diretrizes do Plano; uma pergunta de projeto que usa a lógica abdutiva; o propósito, a visão e os valores da empresa; os objetivos e metas.

Fase 2 – Imergência – Nesta etapa são feitas pesquisas : de dados secundários (pesquisa desk), pesquisa etnográfica, identificação das buyer personas, mapa de empatia, jornada do usuário, análise swot, dados de mercado, tendências, concorrência, análise financeira e de vendas, posicionamento, análise de viabilidade tecnológica, localização, perfil de equipe e modelo de contratação, parcerias estratégicas.

Fase 3 – Imaginação – Esta fase envolve a cocriação do time de desenvolvimento do plano e de convidados que possam sugerir produtos/serviços e soluções inusitados. O roteiro tradicional do plano de negócios é usado aqui como referencial das soluções a serem propostas. A cocriação ocorre em vários workshops de modo lúdico e criativo. A liderança do designer é essencial.

Fase 4 – Avaliação – Esta etapa vai testar as melhores soluções propostas na fase anterior. Então são necessários protótipos de produtos/ serviços e soluções. Este teste deve ocorrer com clientes e contextos reais para serem avaliados e aperfeiçoados.

Fase 5 – Implantação – Depois de testados e aperfeiçoados os produtos/ serviços e soluções, são disponibilizados ao mercado por meio da empresa que se planejou e agora está pronta para crescer e prosperar. Cada feedback do mercado deve ser considerado como uma oportunidade de aperfeiçoamento. Assim, o plano nunca será estático, ao contrário, estará sempre atualizado.



Após a aplicação do modelo MOPDET para desenvolver o plano de negócios é preciso saber para quê este plano será usado. Neste sentido fica a pergunta:

Quais as Funções de um Plano de Negócios?

Um plano de negócios tem os seguintes objetivos:
1º) Apresentar ao gestor o caminho que a empresa vai seguir e onde ela quer chegar num período de 2 anos;
2º) Apresentar o plano para parceiros comerciais, institucionais e fornecedores;
3º) Apresentar o plano para a obtenção de recursos financeiros;
4º) No caso de uma franquia, o plano de negócios é utilizado para mostrar ao futuro franqueado como será o desenvolvimento do negócio
 
Depois de todas essas inspirações você pode começar a fazer o plano de negócios da sua empresa, mesmo que você seja um profissional autônomo ou uma micro empresa. Assim seu negócio poderá crescer, se tornar uma empresa e prosperar com planejamento e sem sustos.

Quer saber mais sobre plano de negócios e design thinking.
Fale conosco
0

Design thinking
Gestores e líderes têm em sua formação acadêmica a capacitação necessária para lidar com crises e conflitos. A partir desse conhecimento, se fez a gestão dos desafios razoavelmente bem. Esses desafios surgiam em negociações, em projetos, em embates jurídicos etc. Ou seja, os desafios eram conhecidos dos experts e, os gestores e lideres aprenderam com eles. O que era desconhecido, passou a ser conhecido. Essa situação em design thinking se chama:

Tornar “o estranho familiar”,

Mas, como o design thinking trabalha com inovação e com solução de problemas complexos como o COVID19, o que se propõe é :

Tornar “o familiar estranho”.

Essa proposição do design thinking tira profissionais e pessoas comuns da zona de conforto e os incita a buscar soluções e inovações. Neste sentido, o momento que vivemos, embora desafiador, é extremamente oportuno para a evolução da humanidade. Da mesma forma que nos períodos de guerra mundial fizeram-se inúmeras descobertas, chegou novamente hora da humanidade solucionar este imenso desafio para o bem de todos.

Para inspirar atitudes que podem levar a solução de desafios, seja numa empresa, seja no cotidiano das relações humanas, proponho a prática das 8 diretrizes do design thinking:

8 Diretrizes de Design Thinking

1º) Colaboração – Esta palavra tão comum representa a força necessária e essencial para a transformação. Seja o líder da colaboração entre empresas da sua região. Juntos, mas online vocês poderão encontrar soluções inesperadas para os desafios momentâneos. O mesmo serve para as pessoas em seu bairro, rua, comunidade;


2º) Cocriação – A partir da proatividade e da intenção da colaboração, chega a vez da criação em conjunto, ou seja, faça brainstormings online, inspire-se nas ideias transformadoras do mundo todo disponível na web. Chame muitas pessoas com diferentes perfis para participar. Procure também organizar encontros online com instituições públicas, com órgãos de classe, com associações comerciais, associações e moradores.

3º) Empatia – Coloque-se no lugar do outro. Se todos estão com a mesma situação, se faz necessário estabelecer prioridades. Quem passa fome, ou não tem casa, ou está doente, é prioritário em relação a outros que têm essas necessidades atendidas. Neste sentido, como estão os empregados da sua empresa? Como estão os profissionais domésticos ? Não demita. Cocrie com outros empresários e com outras pessoas a melhor forma de lidar com este desafio. Se não fosse pela empatia, perceba que os empregados têm famílias e essas famílias ajudam a girar a economia.

4º) Foco no usuário – O usuário em design é aquele que vai usufruir de um produto ou serviço. Ter o foco no usuário neste momento significa atende-lo da forma que for possível, mas não o abandonar. Pois, quando passar a quarentena, o usuário/cliente vai se lembrar das empresas que foram solidárias com ele. Ao mesmo tempo, o usuário/cliente já aprendeu a perceber os valores praticados pelas empresas. Se sua empresa demitir os empregados, seus clientes poderão promover um boicote após a pandemia e aí sim, o desastre será iminente.


5º) Lógica Abdutiva – Esta lógica é caracterizada pela pergunta “E se”. Trata-se de um exercício criativo de “futurologia” no final do qual é possível se encontrar soluções inusitadas para um problema. Como exemplo é possível citar esta pergunta : E se a pandemia terminasse hoje sua empresa estaria preparada para atender uma enorme demanda que antes estava reprimida? Outras perguntas podem ser feitas para se exercitar as possibilidades de respostas e se delinear algumas diretrizes.

6º) Avaliação de ideias – Após os exercícios criativos, as melhores ideias podem ser colocadas em prática e testadas. Estes testes podem ser feitos em uma micro situação envolvendo poucos stakeholders. Os resultados são mensurados. Se forem positivos poderão ser implementados correndo menores riscos do que se fossem colocados em prática numa situação real de mercado. Se forem negativos, volta-se a etapa anterior de criação e idealizam-se novas ideias para serem avaliadas

7º Iteratividade – A iteratividade caracteriza-se pelo ir e voltar no processo de construção de um plano ou projeto, sem que isso seja encarado como um problema. Em design thinking entende-se que é melhor se abortar um plano enquanto ele não se torna uma realidade, do que o colocar em prática sem a devida avaliação ou teste.



8º) Design Thinking é um processo criativo aplicável a planos ou projetos de qualquer natureza. Por isso, perceba este momento desafiador que estamos vivendo como uma ótima oportunidade para se fazer um planejamento usando as diretrizes do design thinking.

Vamos juntos superar esse desafio com equilíbrio e de modo colaborativo.
Se precisar de ajuda, fale conosco!
0