Design thinking

8 diretrizes para lidar com o desafio do COVID19 pelo viés do design thinking

Gestores e líderes têm em sua formação acadêmica a capacitação necessária para lidar com crises e conflitos. A partir desse conhecimento, se fez a gestão dos desafios razoavelmente bem. Esses desafios surgiam em negociações, em projetos, em embates jurídicos etc. Ou seja, os desafios eram conhecidos dos experts e, os gestores e lideres aprenderam com eles. O que era desconhecido, passou a ser conhecido. Essa situação em design thinking se chama:

Tornar “o estranho familiar”,

Mas, como o design thinking trabalha com inovação e com solução de problemas complexos como o COVID19, o que se propõe é :

Tornar “o familiar estranho”.

Essa proposição do design thinking tira profissionais e pessoas comuns da zona de conforto e os incita a buscar soluções e inovações. Neste sentido, o momento que vivemos, embora desafiador, é extremamente oportuno para a evolução da humanidade. Da mesma forma que nos períodos de guerra mundial fizeram-se inúmeras descobertas, chegou novamente hora da humanidade solucionar este imenso desafio para o bem de todos.

Para inspirar atitudes que podem levar a solução de desafios, seja numa empresa, seja no cotidiano das relações humanas, proponho a prática das 8 diretrizes do design thinking:

8 Diretrizes de Design Thinking

1º) Colaboração – Esta palavra tão comum representa a força necessária e essencial para a transformação. Seja o líder da colaboração entre empresas da sua região. Juntos, mas online vocês poderão encontrar soluções inesperadas para os desafios momentâneos. O mesmo serve para as pessoas em seu bairro, rua, comunidade;


2º) Cocriação – A partir da proatividade e da intenção da colaboração, chega a vez da criação em conjunto, ou seja, faça brainstormings online, inspire-se nas ideias transformadoras do mundo todo disponível na web. Chame muitas pessoas com diferentes perfis para participar. Procure também organizar encontros online com instituições públicas, com órgãos de classe, com associações comerciais, associações e moradores.

3º) Empatia – Coloque-se no lugar do outro. Se todos estão com a mesma situação, se faz necessário estabelecer prioridades. Quem passa fome, ou não tem casa, ou está doente, é prioritário em relação a outros que têm essas necessidades atendidas. Neste sentido, como estão os empregados da sua empresa? Como estão os profissionais domésticos ? Não demita. Cocrie com outros empresários e com outras pessoas a melhor forma de lidar com este desafio. Se não fosse pela empatia, perceba que os empregados têm famílias e essas famílias ajudam a girar a economia.

4º) Foco no usuário – O usuário em design é aquele que vai usufruir de um produto ou serviço. Ter o foco no usuário neste momento significa atende-lo da forma que for possível, mas não o abandonar. Pois, quando passar a quarentena, o usuário/cliente vai se lembrar das empresas que foram solidárias com ele. Ao mesmo tempo, o usuário/cliente já aprendeu a perceber os valores praticados pelas empresas. Se sua empresa demitir os empregados, seus clientes poderão promover um boicote após a pandemia e aí sim, o desastre será iminente.


5º) Lógica Abdutiva – Esta lógica é caracterizada pela pergunta “E se”. Trata-se de um exercício criativo de “futurologia” no final do qual é possível se encontrar soluções inusitadas para um problema. Como exemplo é possível citar esta pergunta : E se a pandemia terminasse hoje sua empresa estaria preparada para atender uma enorme demanda que antes estava reprimida? Outras perguntas podem ser feitas para se exercitar as possibilidades de respostas e se delinear algumas diretrizes.

6º) Avaliação de ideias – Após os exercícios criativos, as melhores ideias podem ser colocadas em prática e testadas. Estes testes podem ser feitos em uma micro situação envolvendo poucos stakeholders. Os resultados são mensurados. Se forem positivos poderão ser implementados correndo menores riscos do que se fossem colocados em prática numa situação real de mercado. Se forem negativos, volta-se a etapa anterior de criação e idealizam-se novas ideias para serem avaliadas

7º Iteratividade – A iteratividade caracteriza-se pelo ir e voltar no processo de construção de um plano ou projeto, sem que isso seja encarado como um problema. Em design thinking entende-se que é melhor se abortar um plano enquanto ele não se torna uma realidade, do que o colocar em prática sem a devida avaliação ou teste.



8º) Design Thinking é um processo criativo aplicável a planos ou projetos de qualquer natureza. Por isso, perceba este momento desafiador que estamos vivendo como uma ótima oportunidade para se fazer um planejamento usando as diretrizes do design thinking.

Vamos juntos superar esse desafio com equilíbrio e de modo colaborativo.
Se precisar de ajuda, fale conosco!

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Gláucia de Salles Ferro

Doutora em design (UFPR), Especialista em Marketing (ESPM), professora universitária, designer de produto (FAAP). CEO e consultora da Fronte Sul. glaucia@frontesul.com.br